Alugar apartamento em Londres

Não é difícil alugar apartamento em Londres, mas você precisa ficar atento exatamente ao que quer, precisa e pode pagar, obviamente.  Em Londres, como na maioria dos lugares do mundo, quanto mais perto do centro, mais caro. Portanto, morar nas zonas 1 e 2 é mais caro do que morar em 3, 4 e 5. Mas esteja atento porque a viagem “inter-zonas” de metrô sai mais cara. O que você economizar no aluguel pode acabar pagando em transporte público. Mas é possível morar em um lugar bem pequeno, tipo um estúdio (é tudo no mesmo cômodo, não tem quarto), em um bairro legal, na zona 2, pagando 800 libras por mês, por exemplo.

O site mais utilizado na busca por apartamentos é o Gumtree.com, mas não é a oitava maravilha do mundo como muitos dizem: precisa ficar atento porque há muitos anúncios picaretas (como no Brasil), com lindas fotos sobre apartamentos que não estão disponíveis, usados apenas para fisgar os clientes. Além disso, segundo muitas pessoas dizem (não aconteceu conosco), têm os anúncios de bandidos profissionais, que marcam encontro com pessoas e tomam dinheiro delas antes de mostrar qualquer coisa. De qualquer forma, serve para ter uma base de preço pelos bairros, pelo menos. Ou tentar as primeiras visitas até conhecer uma imobiliária que trabalhe na região em que você quer morar.

Nosso prédio em West Hampstead

Nosso prédio em West Hampstead

Além dos sites, outra forma interessante é andar por ruas e regiões que você gosta e pegar telefones em placas na frente dos prédios.  No nosso caso, depois de algumas visitas a lugares variados, gostamos de West Hampstead, (Noroeste), zona 2 do metrô e resolvemos insistir com uma imobiliária da região até achar algo que realmente nos satisfizesse. Aí valem dois toques: primeiro, tente pesquisar pela internet antes para ter ideia da faixa de preço sobre o lugar que você quer. Segundo: um fator que pode causar estranheza sobre os aluguéis em Londres é que, além das imobiliárias, há os representantes legais dos proprietários. A imobiliária, basicamente, só serve para te mostrar o apartamento e te colocar em contato com estes representantes. É com eles que você trata de pagamento e contrato (até assinam pelo proprietário). Em muitos casos você pode ver anúncio “direto com o proprietário”. Não estranhe. A ideia é óbvia: sai mais barato pois não tem a comissão do intermediário (imobiliária). E fazer uma proposta para a imobiliária não garante nada: os representantes do proprietário já podem ter alugado para outra pessoa e os corretores nada podem fazer. Aconteceu conosco.

Deixar seu telefone em imobiliárias pode ser uma boa forma também. Só esteja pronto para receber uma enxurrada de telefonemas de pessoas perguntando o que você deseja ( tamanho, preço, local) mesmo que você já tenha informado tudo isso quando fez o cadastro lá.

Preços de aluguel

Os preços geralmente são fornecidos por semana, mas não ache que apenas multiplicar por quatro vai dizer exatamente o valor do seu aluguel mensal. Porque alguns meses têm 30 dias, outros, 31. E tem fevereiro, com 28 ou 29 dias. Então é calculada uma média. Por exemplo: se você vê um aluguel de 200 libras por semana, seu aluguel mensal não será 800 libras, mas um pouco mais do que isso, tipo 860 libras. Sempre multiplique por quatro e some mais um pouco pra não ser surpreendido na hora de assinar o contrato.  Além disso, esteja preparado para deixar um depósito cujo valor pode variar. No nosso caso, tivemos que pagar uma soma maior do que um mês de aluguel que só será devolvida quando ao final do contrato. É uma espécie de garantia que eles têm caso você danifique/quebre algo do apartamento.

Nossa rua em West Hampstead

Nossa rua em West Hampstead

Duração dos aluguéis

Em Londres os aluguéis geralmente têm duração mínima de seis meses, o que pode ser bom se você quer/pode ficar pouco tempo, como nós. Existem também os aluguéis com 12 meses de duração e opção de rescisão depois do sexto mês. Se procurar bem você ainda acha locais mais simples em que não se fazem contratos e o pagamento é mês a mês. Mas vale avisar que esta última opção é bastante rara de encontrar. Há também os aluguéis para períodos inferiores a seis meses, os chamados “short lets”. Geralmente são bem mais caros e valem mais para o caso de você ir a Londres em férias.

Pagamento de aluguéis e contas

Se você chega sem emprego, é bem provável que tenha que pagar o contrato todo ou muitos meses adiantados. No nosso caso fizemos um contrato de seis meses e pagamos tudo antes. Na busca fique atento para perguntar se o apartamento está mobiliado (é comum ter tudo principalmente nos pequenos estúdios – “fully furnished” é a expressão) e quais contas vêm incluídas. Prefira os que tiverem todas as contas incluídas, porque não dá para ter noção exata de quanto vai gastar. O sistema é meio bizarro e algumas contas demoram meses a chegar e vem uma paulada de uma vez só. Eletricidade, por exemplo, não é cara. Mas separe dinheiro para a Council Tax, que, a grosso modo, é uma espécie de IPTU. Apenas estudantes em tempo integral não pagam Council Tax. Se o apartamento for pequeno, é praticamente o valor de mais um mês de aluguel no ano. Divida isso por 12 e você terá uma noção de quanto terá a dar por mês para a prefeitura. Você escolhe como quer pagar, qual o melhor dia do mês, etc. Muitos prédios têm máquinas de lavar e secar roupas de uso coletivo. Vimos apartamentos com máquinas novas e de uso gratuito, enquanto outros tinham máquinas extremamente velhas e com preços extorsivos. Mas na maioria deles é preciso pagar pelo uso.  Para evitar surpresas, pergunte sempre.

Manutenção incluída no pacote

Uma vantagem: os tais representantes legais tomam conta dos prédios em todos os sentidos, inclusive, da manutenção. Porque os proprietários não são donos apenas do pequeno cafofo que você habita. Geralmente são donos do prédio inteiro. Então o escritório que os representa resolve tudo: problemas com o chuveiro, água quente, aquecedor, etc. Você liga e eles mandam um funcionário consertar. No nosso caso não tivemos problemas sérios, mas demorou um pouco pra mandarem alguém ver o aquecedor que não funcionava (no inverno londrino está longe de ser um artigo de luxo) e depois disso o tal “radiator” passou a funcionar, mas mal e de maneira intermitente. Como o inverno acabou pouco depois, desistimos de insistir no conserto.

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