Pub crawl em London Bridge

Ainda não comentamos aqui, mas o verão finalmente chegou a Londres sem que a primavera tenha dado as caras. Depois de um abril chuvoso do início ao fim e do maio mais frio dos últimos 300 anos, a temperatura subiu, de um dia para o outro, de 13 para 26 graus. Os ingleses deliram.

Para comemorar, fomos beber.

Na sexta-feira passada, após o almoço no Borough Market, Marcelo Costa nos levou a um pub colado em uma das pontas da feira, no fim do Jubilee Market. De fachada roxa, o pequeno The Rake é dedicado a cervejas especiais, raras, artesanais. Ótimo para quem quer conhecer sabores novos. Mac comenta a holandesa dele no Scream & Yell.

No sábado, outro dia de sol de rachar, resolvemos arriscar e ir, às cegas, a algum pub à margem do Tâmisa mesmo sabendo que, depois de tanto calor, todo mundo teria a mesma ideia.

Decidimos conhecer o Anchor Bankside, por coincidência localizado atrás do Borough Market. O pub histórico, fundado na primeira metade do século 17, tem uma larga fachada voltada para o Tâmisa e um grande terraço forrado de mesas onde é possível beber olhando o rio. Seria delicioso, se o serviço não fosse tão ruim.

Chegamos quando o sol começava a se pôr, lá pelas 20h, e para nossa surpresa conseguimos uma mesa sem esforço. A brisa começava a esfriar o dia, o céu estava azul, as pessoas pareciam felizes, então eu sentei e o Tiago entrou para pegar bebidas. E demorou mais de 20 minutos para voltar. Quando conseguiu voltar com sua cerveja e minha cidra, o sol já tinha ido embora, o vento estava frio demais, o humor já era outro. Ao redor, muitos comentários sobre a imensa fila para conseguir uma cerveja.

Tentamos comer, para então descobrir que nada oferecido no cardápio estava disponível. Tinha um fish & chips ali pronto, se quisesse, e mais um ou outro prato de pub, sugeridos com a maior má vontade do mundo. Terminamos nossas bebidas e saímos de lá sem olhar para trás.

Na corrida contra o tempo para ainda tentar jantar (as cozinhas de 99% dos pubs fecham às 22h, inclusive aos sábados), fomos ao Barrowboy and Banker a alguns quarteirões dali. Um pub fechado, sem vista para o Tâmisa, e com ambiente mais familiar, mas com decoração interessante, repleta de detalhes antigos que dão graça ao lugar. Além disso, o serviço é bom e atencioso.

Sentamos em um sofá bastante confortável ao lado de uma janela com vista para a catedral de Southwark banhada pela luz da lua e comemos uma porção bem servida de nachos com uma cerveja bem gelada. Salvou a noite.

The Rake – 14 Winchester Walk, Southwark
Anchor Bankside – 34 Park Street, Southwark
Barrowboy and Banker – 6-8 Borough High Street, Southwark

* Pub crawl é um passeio por vários pubs, um após o outro, bebendo uma ou mais bebidas em cada um deles.

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Estádio de Wembley

O novo estádio de Wembley, que vai abrigar nove partidas das Olimpíadas de Londres 2012, foi reinaugurado em 2007 e é uma prova de que estrutura e organização não são inimigas do bom futebol, ao contrário do que pensa a maioria dos cartolas brasileiros. Palco de todas as grandes decisões do futebol inglês e de partidas da seleção inglesa, também serviu como arena para finais importantes, como a Liga dos Campeões de 2010/2011, vencida pelo Barcelona. A entrada para conhecê-lo custa 16 libras. Mas estudantes (como eu) pagam nove libras, o melhor desconto proporcionado pela carteirinha em Londres em mais de três meses (em museus e cinemas o desconto é cerca de 15%, geralmente duas ou três libras apenas).

Para chegar até o segundo maior estádio europeu em capacidade (90 mil lugares, perde apenas para o Camp Nou, do Barcelona, que abriga 98 mil pessoas) é fácil. Basta pegar o metrô na Jubilee Line e descer na estação Wembley Park, já na zona 4 de Londres (a viagem encarece alguns centavos quando você sai da zona 2). Logo na saída você vê aquela enorme estrutura, com seu arco de sustentação indefectível. Existe um estádio em Praga, na República Checa, maior que os dois, mas não é mais usado para eventos esportivos.

Todas as cadeiras de Wembley são levemente "acolchoadas"

Todas as cadeiras de Wembley são levemente “acolchoadas”

As visitas são guiadas e duram 75 minutos. O guia, muito bem treinado, é educado, gentil e faz de tudo para que os visitantes se sintam à vontade. Oferece-se para tirar fotos, inclusive. Assim não falta nenhum ingrediente para o passeio ser bem “turístico”.  Após saber de onde são os visitantes, ele começa a tour pela arquibancada central, explicando detalhes sobre a infraestrutura do estádio. Além dos nove restaurantes preparados para receber o público, vale a pena citar outro detalhe importante: eles orgulham-se de ter um banheiro para cada 34 espectadores, o que dá 2.618 banheiros (recorde mundial em estádios de futebol). Para que tudo isso? Para ninguém perder o começo do segundo tempo por causa de longas filas.

Visão da lateral do gramado de Wembley

Visão da lateral do gramado de Wembley

O estádio parece bem confortável, com cadeiras levemente acolchoadas e visão privilegiada na maioria dos pontos. Atrás de um dos gols parte da arquibancada é retrátil, para que palcos sejam montados. Wembley abriga (desde sua primeira fase, que acabou em 2001) grandes shows. Passaram por lá Michael Jackson, Madonna, U2 e Foo Fighters (que lançou o registro do show de 2008 em DVD, inclusive), entre outros. Além disso há telões com tamanhos invejáveis, que podem ser vistos de qualquer ponto do estádio, com imagens de televisão ao vivo.

Telão de Wembley exibe TV ao vivo

Telão de Wembley exibe TV ao vivo

Arquibancadas, sala de imprensa, vestiários, sala de aquecimento, tribuna de honra e, finalmente, o gramado. O visitante entra pela mesma porta dos jogadores, saindo do vestiário, chega bem perto, mas, obviamente, não pode avançar as quatro linhas. No final da visita, o momento mais “turistoide”: o visitante é convidado a abraçar/beijar uma réplica da FA Cup (Copa da Inglaterra) enquanto uma fotógrafa registra o mico. Se gostar do resultado, você compra a foto no final da visita. Mas ninguém é constrangido. Basta recusar posar para a moça e seguir em frente para ver a galeria com todos os campeões da Liga Europa, parte final da visita. E, claro, uma grande loja espera quem quer gastar com souvenirs e uniformes oficiais da Inglaterra. Tem de tudo, mas os preços não são convidativos.

Estádio de Wembley
Metrô: Wembley Park (Jubilee Line)
Entrada: 16 libras (9 libras/estudante)
Mais informações: http://wembleystadium.com/

A melhor torta de Londres

Tortas são tão comuns nos cardápios e mercados de Londres que, depois de três meses na cidade, eu já tinha provado muitas, gostado de algumas, mas estava cansada. Cheguei a decretar que não comeria mais nenhuma até o fim da viagem.

Elas são todas bem parecidas: massa folhada (algumas mais, outras menos), recheio de carne, frango com bacon, frango com presunto, com os ingredientes sempre em pedaços grandes nadando em molho espesso (o “gravy”). Diferentes das tortas que comemos no Brasil, mas gostosas principalmente por causa do caldo, quase sempre delicioso.

Mas, nesse fim de semana, voltamos ao Borough Market, a gigante feira de comida de rua localizada perto do metrô London Bridge (prometo voltar a esse assunto num outro dia). Debaixo de um calor de mais ou menos 25 graus, não conseguia nem pensar em comer aqueles hambúrgueres, linguiças e peixes fritos que pareciam tão indigestos naquele calor tropical. No inferno daquele mercado absurdamente lotado, dei de cara com uma das poucas barracas sem fila, a das famosas tortas Pieminister.

Torta Pieminister

Embalagem da torta Pieminister, no Borough Market

Já tinha ouvido falar nas “tortas premiadas”, mas nunca tinha ficado frente a frente com elas. Ali, finalmente, pareceu a melhor opção para o momento. E realmente foi.

Pedi a Moo & Blue Pie, de carne com queijo stilton (um queijo azul de origem britânica), e a recebi em uma caixinha de papelão fechada com um garfo de madeira. Ela custou 3,95 libras.

Na descrição, a torta é a mesma, mas é na qualidade dos ingredientes que está a diferença. A carne é boa, os pedaços desmancham na boca e o queijo forte derretido no molho confere um sabor especial a todo o recheio. A massa que cobre a torta é fina e crocante, diferente de todas as outras que provei por aqui.

Torta Pieminister

Torta Pieminister, no Borough Market

A Pieminister não está só no Borough Market: ela pode ser encontrada em várias outras feiras, mercados, pubs e até festivais espalhados por toda a Inglaterra e ainda pode ser encomendada pela internet.

No site, há uma lista com todas as tortas disponíveis. Tem a boa e velha torta de rim, queijo de cabra com espinafre, carne de porco com alho-poró e maçã, cordeiro com menta. Pena que uma encomenda pelo site não deve chegar ao Brasil em boas condições.

Churchill Museum e Cabinet War Rooms

Winston Churchill ganhou um museu em Londres em 2005, em Westminster, bem perto de onde foi seu gabinete como primeiro-ministro, e que funciona no anexo dos Cabinet War Rooms, um pequeno complexo de salas que poderia ser resumido como o bunker onde a intelligentsia britânica coordenava suas ações na Segunda Guerra Mundial. Visita obrigatória para quem gosta de história e política, o local foi fechado após o final do conflito, em 1945, e reaberto pelo governo britânico apenas no final dos anos 70. Para ver tudo isso custa um pouco caro: 16 libras (13,20 para estudantes), mas vale a pena. Acredite.

Pra começar, o guia de áudio, cobrado em muitos lugares, já faz parte do pacote, o que dá a sensação que o preço nem é tão salgado. Mas não tem opção em língua portuguesa, então é bom que você consiga se virar pelo menos em espanhol.  Eles juram manter o bunker como era, mas claramente alguns objetos, como roupas de cama, não têm quase 70 anos. De qualquer forma nota-se que os móveis são da época e a história contida dentro do lugar vale a visita.

Um dos pontos altos são os vídeos com relatos de diversos ex-funcionários do governo britânico contando como era o dia-a-dia no local. Para quem se acha workaholic porque não larga o Blackberry ou o iPhone no século XXI é uma boa forma de rever conceitos. Trabalhar 16, 18 horas por dia era normal, revezando turnos, comendo muito mal, dormindo em lugares apertados e, claro, sem respirar direito ou ver a luz do dia. Uma ex-funcionária relata que precisou pedir dispensa depois de alguns anos, pois estava ficando doente. Ela acredita que era a única não-fumante de todo o lugar.

Uma grande guerra exige muito de todos os envolvidos e ter Winston Churchill como chefe também não ajudava quando o assunto era descanso. Dizia que todos (incluía-se) deveriam trabalhar até caírem, exaustos. Algumas vezes ele mesmo não ia embora: tinha quarto e sala exclusivos no bunker, mas passava seu dia-a-dia em um escritório que funcionava ali do lado e só ia para o “esconderijo” quando havia iminente ameaça nazista.

Alguns cômodos têm tempero especial: a sala secreta em que Churchill telefonava para Franklin Roosevelt é uma delas. Nem os funcionários da época sabiam que havia um telefone lá dentro. Acreditavam ser um banheiro. Hoje um boneco de cera está no lugar do chanceler e é possível escutar o teor de um telefonema para o ex-presidente americano durante a guerra.

A cabine telefônica secreta de Churchill

A cabine telefônica secreta de Churchill

Só as Cabinet War Rooms já valeriam a visita e o preço, mas o museu sobre o controverso político merece ser visto com calma. E isso pode levar horas, mesmo sendo um pequeno anexo. A quantidade de informações é absurda, principalmente na linha do tempo que funciona por meio de touch screen no centro do salão e conta os mais variados fatos profissionais e pessoais do ex-chanceler. Outro ponto que merece uma parada: uma tela (também sensível ao toque) relata suas frases célebres, a maioria delas alfinetadas em seus pares. Não à toa, colecionou inimigos por onde passou. Uma deputada certa vez disse no Parlamento inglês que, se fosse mulher de Churchill (então deputado), colocaria veneno no seu café da manhã. Obviamente a resposta foi imediata: “se eu fosse seu marido, eu tomaria o veneno.”

Textos, objetos pessoais e depoimentos de ex-funcionários explicam de maneira bem didática quem foi Churchill e porque escreveu seu lugar na história. Claro que o tom é elogioso, mas não chega a incomodar. Talvez porque seja impossível tentar pintar Churchill como santo mesmo décadas após sua morte. De qualquer forma, há uma entrevista em vídeo em que uma ex-secretária diz que, apesar da fama de beberrão, ele nem bebia tanto assim. Mas quem se importa com isso agora?

Churchill War Rooms
Clive Steps
King Charles Street
Metrô: Westminster
Preço: 16 libras (13,20 estudantes)

Mais informações:  http://www.iwm.org.uk/visits/churchill-war-rooms

Montando a casa em Londres

No post sobre como alugar apartamento em Londres, o Tiago contou que as aqui as casas quase sempre já estão mobiliadas, mas o pacote não inclui os pequenos itens que tornam uma casa habitável. Utensílios de cozinha (pratos, copos, panelas, talheres), roupa de cama, cobertores e toalhas, por exemplo, são pessoais. Mesmo nós, que viemos passar poucos meses, tivemos que gastar uma boa soma comprando tudo isso.

Fachada da loja Ikea em Londres

Metade da fachada da loja Ikea em Londres; a loja é grande demais para a foto

No nosso caso, para piorar, tínhamos pressa em sair do hotel e corremos para o apartamento assim que pegamos as chaves. Para conseguir passar a noite, foi preciso comprar um monte de coisas de uma só vez.

Onde comprar tudo isso depende, claro, do orçamento de cada um. Há produtos de qualidade na loja de departamentos Marks and Spencer ou ainda melhores e mais bonitos nas grandes lojas da Oxford Street como a John Lewis. Mas se a ideia não for gastar muito, a solução é sueca: Ikea.

Londres possui quatro lojas Ikea, todas em bairros afastados do centro. Não poderia ser diferente, já que as lojas são gigantes.

A rede tem quase 80 anos de história e é o modelo para Tok Stok e Etna. A diferença da original para as cópias é que na Ikea você vai encontrar absolutamente tudo que você pode sonhar em versões diversas: das mais simples e baratas (as mais baratas da cidade) às mais sofisticadas e elegantes. E mesmo essas não custam nenhum absurdo.

Ambiente decorado na loja Ikea, em Londres

Ambiente decorado na loja Ikea, em Londres

Entre os objetos essenciais mais simples, há pratos por 80 centavos de libras, conjunto de seis copos de vidro por 89 centavos e toalhas de banho boas e grandes por menos de 3 libras. Nada disso é de baixa qualidade ou descartável. Pelo contrário, parecem mais duráveis do que muita coisa comprada no Brasil por muito mais do que isso.

Para quem vai ficar mais tempo, os objetos de decoração são um caso à parte. Na loja de Wembley, onde fomos já algumas vezes, um andar inteiro é dedicado aos ambientes decorados para “inspiração”. Para mim, passar por ali é uma sessão de masoquismo: é um mundo lindo que eu não posso levar para o Brasil quando eu voltar.

Há ainda grandes linhas de móveis, também com preços variados. Eles são estocados em grandes galpões no final da loja, espaços imensos por onde é preciso passar antes de chegar aos caixas. A loja incentiva o “faça você mesmo”: você escolhe o móvel exibido nos ambientes decorados, anota seu código e o retira em um dos galpões. Depois disso, é pagar, levar para casa e montar sozinho.

Galpão de móveis na loja Ikea, em Londres

Galpão de móveis na loja Ikea, em Londres

Coisas ainda mais simples, como acessórios de limpeza ou itens de plástico para cozinha, são também facilmente encontradas em lojinhas de bairro. Elas estão em todos os cantos da cidade, sempre comandadas por imigrantes, abarrotadas de objetos já na calçada. Vassouras, baldes, esfregões, porta-talheres, caixas organizadoras, esses lugares têm de tudo por preços mínimos. Até eletrônicos, como adaptadores de tomadas brasileiras, podem ser encontrados ali. E com a gente o atendimento sempre foi simpático e atencioso.

Igreja St Bartholomew the Great

Fugindo mais uma vez da rota dos turistas, descobrimos a St Bartholomew the Great, igreja que se diz a mais antiga de Londres. Essa igreja está nos principais guias de viagem, mas é a terceira na lista das mais importantes da cidade, atrás da Abadia de Westminster e da catedral de St Paul, por isso a maioria dos turistas acaba não chegando até ela.

Detalhe da nave da igreja St Bartholomew The Great

Detalhe da igreja St Bartholomew The Great

Um erro? Não exatamente. As outras duas são realmente mais importantes, imponentes e cheias de histórias, mas a St Bartholomew é tão bonita que também vale uma visita.

A igreja foi fundada em 1123, mas quase nada restou dessa época. Boa parte da construção que existe ali data dos séculos 15 e 16, com reformas e adaptações realizadas nos séculos seguintes.

Essa igreja ostenta o título de mais antiga de Londres porque não foi atingida pelo Grande Incêndio de 1666, que devastou boa parte do centro da cidade e devorou St Paul, que teve que ser totalmente reconstruída. St Bartholomew, apesar de estar próxima a St Paul, sobreviveu: o fogo cessou a poucos metros dela, deixando-a intacta.

Entrada da igreja St Bartholomew The Great

Entrada da igreja St Bartholomew The Great

A igreja é pequena. A primeira entrada, uma passagem discreta, está apertada entre lojas comuns. Passando por ela, têm-se, à esquerda, um pequeno jardim com bancos e, à direita, um prédio residencial grande, velho e feio, com roupas e objetos pendurados das sacadas. Passe rápido e olhe pouco.

No interior, a primeira impressão ruim vai passar. As paredes de pedra são escuras e gastas, expondo intencionalmente todos os seus séculos de vida. Um grande órgão fica em um extremo, de frente para o altar localizado na outra ponta. A nave é estreita e longa, com arcos normandos formando uma visão deslumbrante.

Nave da igreja St Bartholomew The Great

Nave da igreja St Bartholomew The Great

A história da igreja é resumida em murais localizados no café, que ocupa parte do antigo mosteiro do século 15. É contado ali que as execuções da cidade – hereges, criminosos e outros infelizes – costumavam ser feitas em frente a essa igreja. Ao sair de lá pela entrada principal descobrimos uma placa em homenagem a William Wallace – o herói escocês, retratado por Mel Gibson em “Coração Valente” -, que foi executado ali em 1305. A placa está em uma parede do St Bartholomew Hospital.

A entrada em St Bartholomew the Great custa 4 libras por pessoa e uma taxa de uma libra é cobrada de quem deseja tirar fotos – que, devido à escuridão do local, podem não ficar muito boas.

St Bartholomew the Great
West Smithfield
Metrô: Barbican ou St Paul’s

Fazendo a unha

Quando você se prepara para uma viagem dessas, você faz várias malas. Primeiro monta a mala ideal com tudo o que você gostaria de levar. Depois é preciso tirar. Tirar, tirar, tirar até chegar à mala que é possível trazer.

Nesse processo, eu tirei todos os esmaltes. Eles são pequenos, mas pesados. Acabei vindo sem nenhum e me arrependi. Você pode pensar, como eu, que aqui vai poder experimentar esmaltes diferentes, cores novas, uma pequena festa. Mas logo ao chegar eu descobri que isso só vai acontecer se você estiver disposta a pagar caro.

Os esmaltes razoáveis aqui custam entre 5 e 11 libras. E realmente não passa pela minha cabeça gastar R$ 15 reais em um esmalte. Muito menos R$ 33! E eu nem estou falando de Chanel ou Dior, porque esses estão na faixa das 20 libras (R$ 60).

Esmaltes Revlon na Boots

Prateleira de esmaltes Revlon na Boots; preço alto, poucas cores

Então minha primeira ida à Boots (a maior e mais variada rede de farmácias e perfumarias) foi decepcionante. Até agora, nesses dois meses aqui, acabei comprando só 4 esmaltes. Os dois melhores são da marca própria de beleza da Boots, a Nº 7. E mesmo eles, que eu só comprei porque usei vouchers de desconto, não se comparam aos nossos bons e velhos Coloramas e Impalas. São inferiores na qualidade, na textura, na durabilidade e principalmente na variedade de cores, extremamente limitada.

A maior quantidade de cores que eu encontrei até agora foi na Topshop. Alguns dos esmaltes parecem bem bonitos, mas eles custam 5 ou 6 libras. Não é nessa viagem que eu vou pagar para ver se são bons.

Esmaltes da Topshop

Prateleira de esmaltes da Topshop. Tentadora

Há também nas prateleiras de “nailcare” vários produtos para cutícula na faixa das 10 libras e muitas opções de removedores. O primeiro removedor que  testei, também feito pela Boots (a quantidade de produtos de marca própria aqui é grande), borrava o esmalte e manchava a mão inteira, um desastre. Já foi trocado por um bem melhor.

Fazer a mão ou o pé em salões aqui é luxo maior ainda. No salão mais perto de casa, um salãozinho de bairro simplezinho, a manicure sem mexer na cutícula custa R$ 30, tirando a cutícula sobe para R$ 51. Vi aqui salões exclusivos para manicure e pedicure, mas eles parecem sempre vazios em comparação com os do Brasil. Não à toa, é normal as inglesas manterem seus esmaltes mesmo depois que eles começam a descascar.

Onde comprar esmaltes:

Boots
Superdrug
Topshop