A Liverpool dos Beatles

Acho que sempre imaginei que ouviria Beatles assim que chegasse a Liverpool. Mas quando desci do trem e dei meus primeiros passos na cidade, não havia música nenhuma no ar. Saímos da estação e andamos mais alguns metros em direção ao centro da cidade. Nada ainda. Mais um, dois, três quarteirões. Finalmente começamos a ouvir música: eram flautas andinas tocando “My Heart Will Go On”. Será que eu estava no lugar errado? Ou era só a cidade querendo me dizer que é mais do que Paul, John, George e Ringo?

Demorou quase uma hora para a primeira menção a Beatles, no Albert Docks, com seu museu e suas lojas de lembrancinhas entulhadas de imãs, chaveiros, camisetas, canecas, porta-copos. Depois disso, era Beatles pra todo lado.

Casa de infância de John Lennon, em Liverpool

Casa de infância de John Lennon, em Liverpool

A cidade é cheia de ônibus amarelos como o de Magical Mystery Tour que levam fãs para os pontos de peregrinação. Pelo pouco que vimos, eles passam em frente aos lugares, dão uma paradinha breve, mas ninguém desce. Há também diversos carros pretos, cada um com um nome de música diferente, que realizam excursões mais personalizadas. Pela internet, deve ser fácil encontrar e contratar esses serviços, mas não tenho detalhes para dar porque desde o princípio eu quis fazer tudo por minha conta.

As casas onde os quatro Beatles passaram a infância estão lá. Como tínhamos só um fim de semana, deixei George e Ringo de lado. Fica para a próxima.

As casas das famílias de John e Paul ficam longe do centro, mas próximas uma da outra. A pé, a caminhada dura cerca de meia hora. No mesmo bairro ficam a igreja onde eles se conheceram e onde está o túmulo de Eleanor Rigby e o velho orfanato Strawberry Field. Fomos até lá de taxi – do nosso hotel, que não fica no centro, era o modo mais barato de chegar.

Casa de infância de Paul McCartney, em Liverpool

Casa de infância de Paul McCartney, em Liverpool

Ambas as casas são sinalizadas por placas, mas para entrar nelas é preciso pagar 20 libras. Achei abusivo, não paguei. São casas comuns, que poderiam ser de qualquer pessoa, mas não foram, e estar ali despertou uma emoção diferente, uma sensação boa difícil de explicar. E mais do que olhar para as fachadas das casas, foi andar por aquelas ruas, percorrer a pé o trajeto que eles devem ter percorrido inúmeras vezes, que fez o coração bater mais rápido e mais feliz. E essa experiência as excursões em ônibus e táxi não proporcionam a ninguém.

Também a pé fomos para a St Peter’s Church, onde Paul conheceu John. Ali está o túmulo da família Rigby, encabeçada por John Rigby. O nome de Eleanor está no meio da inscrição, mas não é difícil encontrar. “Morreu em 10 de outubro de 1939, aos 44 anos, enquanto dormia”, diz a lápide.

Strawberry Field, em Liverpool

Strawberry Field, em Liverpool

E é em uma rua de propriedades grandes, fechadas atrás de muros (coisa rara por aqui) e cercadas de muito verde que encontramos o antigo orfanato Strawberry Field. Há duas entradas, uma com um portão simples e outra com o majestoso portão vermelho – hoje apenas uma réplica do original – onde fãs do mundo todo deixam mensagens.
Voltamos ao centro de ônibus, a partir da esquina da casa dos McCartney.

Na noite de sábado, a trilha dos Beatles nos levou ao Cavern Club. O clube original, onde os Beatles tocaram quase 300 vezes, foi demolido na década de 1970, e o que existe hoje está a alguns metros de distância de onde se encontrava o original. Dizem os proprietários que ele foi reconstruído com parte dos tijolos originais e com as mesmas proporções.

Todo sábado, uma banda cover residente faz uma apresentação. O show, no entanto, não acontece nesse ambiente que reproduz o original – tijolos, teto baixo  – e sim em um ambiente moderno ao lado. A banda é decente, mas fui tomada pela sensação de engodo. A insistência dos músicos da banda em se chamar pelos nomes dos originais só piorou o mal estar.

No dia seguinte, uma ida rápida a Penny Lane. Ela fica no meio do caminho entre o bairro onde a dupla cresceu e o centro da cidade, é curta e tem algumas poucas lojas. Em um dos seus extremos, há uma barbearia. Um dos carros pretos de excursão estava em sua porta quando chegamos. Esperei um bom tempo para tentar tirar uma foto sem o carro ali, mas ele parecia que não sairia nunca e acabei desistindo. O carro em questão era justamente o que se chamava Penny Lane. Very strange.

Casa de infância de John Lennon – Mendips, 251 Menlove Avenue
Casa de infância de Paul McCartney – 20 Forthlin Road
Para visitas às casas – Site National Trust
St. Peter’s Parish Church – Church Road
Strawberry Field – Beaconsfiled Road
Cavern Club – 10 Mathew Street, Liverpool

Anúncios

Dois dias em Liverpool

Liverpool é uma cidade pacata, um pouco maltratada pelo tempo e sem muita coisa para fazer, mas cheia de pessoas simpáticas, prestativas e que gostam de puxar papo com estranhos. Essa é, em resumo, a impressão que a cidade deixou após os dois dias que passamos ali.

Liverpool

Liverpool vista a partir das docas reurbanizadas com o seu prédio mais famoso, o Royal Liver Building, à esquerda

Fomos num sábado de manhã e voltamos no domingo à noite. Os objetivos eram conhecer um pouco da cidade em geral, desafiar o sotaque difícil do norte e, claro, visitar os pontos ligados à história dos Beatles (que vão ganhar um post à parte).

Para quem não é fã de Beatles e não quer olhar para a cidade por esse ponto de vista, é preciso dizer que Liverpool não oferece muito.

A cidade, que cresceu sendo um dos principais portos da Europa, é voltada para o rio Mersey, que logo depois deságua no Mar da Irlanda. As gaivotas sobrevoam toda a cidade.

À margem do rio, antigas docas foram reformadas e hoje foram um grande espaço turístico e de passeio para os moradores. Ali está a Albert Dock, um complexo de museus – como a filial da Tate, o Beatles Story e o museu marítimo -, restaurantes e lojas de souvenires.

E ligando tudo isso está uma longa calçada à margem do rio com diversos bancos para simplesmente sentar e ver o tempo passar. O rio é largo, profundo, e o vento ali é bastante violento, tornando a experiência quase uma tortura. Mesmo no final da primavera, o frio gelava os ossos. Mas naquela tarde de domingo, diversos casais de várias idades namoravam timidamente sem ligar para o fato de estarem totalmente descabelados.

Altar da Catedral Anglicana de Liverpool

Altar da Catedral Anglicana de Liverpool

Um dos orgulhos da cidade é a imensa Anglican Cathedral. Imensa mesmo. Ela tem só 100 anos, não possui importância histórica, mas seu tamanho impressiona. A entrada é gratuita. A seu lado, há um pequeno parque, o Saint James Mount and Gardens. O espaço foi um cemitério até a década de 1960, quando decidiram transformá-lo em um parque e os túmulos foram retirados. No entanto, o corredor de entrada para o parque é cercado de lápides, o parque todo é cercado de lápides, é tudo frio e mórbido deixando claro que toda essa transformação foi uma péssima ideia.

Já as pessoas são de um tipo caloroso e gentil de modo tão inocente que nós, paulistas desconfiados, demoramos a entender. Na rua, quando abrimos um mapa, um casal jovem se aproximou para perguntar se precisávamos de ajuda. Em um pub que não servia jantar, uma funcionária (ou proprietária?) saiu de trás de balcão e nos acompanhou até a calçada para mostrar onde ficava um bom lugar para comer. No pub anexo ao hotel, dois clientes do local se mobilizaram para resolver qual era o melhor jeito de chegarmos ao bairro de Lennon e McCartney – um deles acabou também nos acompanhando até a calçada para esperar o taxi conosco.

Saint James Mount and Gardens, em Liverpool

Entrada do Saint James Mount and Gardens, em Liverpool, cercada de lápides

O tempo de viagem de trem entre Londres e Liverpool varia de acordo com o número de paradas. Na ida, levamos pouco mais de duas horas, que é o tempo mínimo para o trajeto. Na volta, parando em diversas estações no meio do país, levamos três horas para chegar. O preço das passagens varia de 25 a 36 libras se comprados com antecedência no site National Rail. O desembarque é na estação Lime Street, que fica bem no centro da cidade.

Na cidade, é possível se locomover de ônibus. O site Traveline Northwest pode ajudar a descobrir a melhor linha para chegar aos lugares, mas não confie muito nos trajetos que ele mostra e nas paradas que sugere. Ele indicou corretamente qual ônibus deveríamos pegar do centro até nosso hotel, mas indicou uma parada em uma transversal sendo que o ônibus passou antes na porta do hotel. Uma viagem de ônibus custa 2 libras.

Aqui os preços dos taxis não são tão proibitivos quanto em Londres. Se você estiver em grupo de mais pessoas (estávamos em três), pode até ser uma opção mais barata do que ônibus.

Highgate Cemetery

Outro dia de muito sol e calor em Londres, o que fazer? Passear no cemitério, claro!

O Highgate Cemetery, localizado no norte da cidade, é um dos sete cemitérios criados em Londres na primeira metade do século 19. Até então, as pessoas que morriam na cidade costumavam ser enterradas em terrenos de igrejas. Mas com a revolução industrial e a expansão de Londres, a população da capital começou a crescer demais e os mortos cada vez mais numerosos de tornaram um problema sanitário.

Corpos começaram a ser enterrados em qualquer terreno livre, incluindo os quintais de lojas e pubs. Para resolver a crise, o Parlamento aprovou, na década de 1830, a abertura de sete grandes cemitérios em pontos extremos da cidade. O Highgate foi o terceiro deles, inaugurado em 1839.

"Circle of Lebanon" no Highgate Cemetery

“Circle of Lebanon” no Highgate Cemetery

Hoje ele é dividido em duas porções: East e West. A metade mais recente, criada em 1860, é o East Cemetery. Aberto para visitação todos os dias, é onde está o túmulo de Karl Marx, a maior celebridade do local. Mas é na parte mais antiga que estão as construções mais impressionantes.

A entrada ao West Cemetery só é permitida como parte de visitas guiadas. Elas acontecem todos os dias e duram cerca de uma hora, puxadas por um guia que conta detalhes da história do local e de pessoas enterradas ali. Não existem famosos. Muitos túmulos ali pertencem às pessoas mais ricas da Londres daquele período, mas você provavelmente não ouviu falar em nenhuma delas.

A graça do passeio está na arquitetura do local. Um dos destaques é a Avenida Egípcia localizada no centro do cemitério. Construída em uma época na qual o Egito era moda em Londres, a “avenida” é formada por 16 criptas e é repleta de símbolos de morte e eternidade. Ao seu lado está o “Circle of Lebanon”, construção circular cavada no terreno do cemitério que abriga 36 criptas. Foram os espaços mais cobiçados do cemitério e só famílias abastadas conseguiram pagar por um lugar ali.

"Avenida Egípcia" no HIghgate Cemetery

“Avenida Egípcia” no HIghgate Cemetery

Outra construção que impressiona é o monumento construído por um milionário para enterrar sua filha de seis anos. Dentro dele, a figura central é uma linda estátua de um anjo embalando uma menina.

O cemitério, no entanto, sofreu durante décadas um abandono que ainda não foi totalmente superado. Na década de 1970, ele chegou a ser fechado e nem mesmo as famílias que possuíam parentes enterrados lá podiam entrar para visitar seus túmulos.

Muitos túmulos estão quebrados, monumentos estão mal conservados. Todo o trabalho atual de manutenção e restauro é conduzido por uma organização que conta apenas com trabalho voluntário e o dinheiro pago por turistas pelas visitas, mas infelizmente não parece dar conta da quantidade imensa de trabalho que o cemitério pede.

A eficiência britânica: festival e Jubileu

Vivemos enfrentando problemas e sufocos em qualquer festival que acontece em São Paulo. Filas imensas para comprar comida e bebida, filas para o banheiro, superlotação, atrasos, falta de transporte público para voltar para casa, falta de taxis ou taxis cobrando preços extorsivos, um desses perrengues – ou mais de um deles – acaba sempre aparecendo para estragar a noite.  Sem falar em casos isolados como quando a polícia resolve controlar o público com bombas de efeito moral e spray de pimenta.

No último sábado, fomos ao Field Day Festival, um festival de médio porte realizado no Victoria Park, um parque em um bairro na zona 3 de Londres – não exatamente no centro, mas também não muito afastado.

A atração principal, por coincidência, foi o Franz Ferdinand, cujo show em São Paulo uma semana antes foi “atrapalhado” pela ação da polícia citada ali acima. O festival também tinha Vaccines, Mazzy Star, Beirut e um monte de bandas novas divididas em um palco principal e diversas tendas.

O espaço não era suficiente, os palcos ficavam perto demais uns dos outros e o som vazava bastante. Durante o show do Beirut, no palco principal, dava para ouvir um pouco da barulheira do Sleigh Bells na tenda ao lado. Durante o Mazzy Star, ouvia-se barulho e música eletrônica vindo de todos os lados. Mas, no resto, o festival funcionou.

Havia dois bares enormes para dar conta das muitas e muitas cervejas e cidras que os ingleses bebiam. Para comer, as opções eram das mais variadas, distribuídas entre barracas independentes. Tinha comida mexicana com uma fila com umas 20 pessoas, mas uma porção de outras barracas não tinha fila alguma. E tinha comida portuguesa, vegetariana, hambúrgueres, salsichas e linguiças alemãs, batatas recheadas, churros e bolos para sobremesa.

Na saída, um grande esquema levava todo mundo até dentro do metrô. Quando acabaram os shows, por volta das 23h, apenas uma saída do parque estava aberta e, desde a catraca do evento até esta saída, muitos policiais e funcionários do festival se espalhavam por todos os lados indicando o caminho para a saída.

Ao chegar ao portão, grandes placas indicavam o sentido das duas estações de metrô mais próximas com mais um monte de policiais em volta dando informações e incentivando as pessoas a seguirem logo para o metrô para evitar aglomeração e garantir que a vizinhança conseguisse ter sossego antes da meia-noite.

Seguimos para a estação Mile End. Foi uma caminhada de cerca de 15 minutos em meio a uma multidão exausta e um pouco alcoolizada. Por todo o caminho havia muitos, muitos policiais e funcionários da organização. Em um cruzamento entre a rua que levava a multidão ao metrô e uma avenida movimentada, a polícia controlava o fluxo. Em quase todo o trecho, grades fechavam as calçadas para impedir que as pessoas atravessassem as ruas em qualquer lugar, atrapalhando o trânsito.

Na porta no metrô, a polícia também controlava a travessia da rua. Deixava um bando atravessar e fechava a passagem, abrindo somente quando a entrada da estação estivesse desafogada novamente. Lá dentro, mais policiais fazendo as pessoas se espalharem pela plataforma. Os trens vinham com intervalos de 2 ou 3 minutos. Com essa frequência, nenhum lotava a ponto de ficar insuportável. Voltamos para casa sem aperto.

O único “incidente” que vimos em todo o trajeto do parque ao metrô foi um inglês um pouco feliz demais que pegou um cone de trânsito e começou a cantar nele, como se fosse um megafone. Andou assim por poucos metros, até avistar um policial. Largou o cone na hora, soltou um “sorry, officer” com um sorriso, o policial colocou o negócio no lugar e pronto. Sem reação, sem truculência.

Três dias depois, testemunhamos outra demonstração da eficiência britânica, dessa vez envolvendo muito mais gente e aos olhos do resto do mundo. No último dia das comemorações pelo Jubileu de Diamante – os 60 anos da Beth no trono -, arrastei o Tiago para ver comigo a aparição da família real na sacada do Palácio de Buckingham. Comigo e com mais centenas de milhares de pessoas.

Fomos em cima da hora, os arredores já estavam tomados por famílias com muitas crianças, idosos e até cachorros. Mas, mesmo assim, as estações de metrô estavam todas abertas para que as pessoas conseguissem chegar até lá perto. Mais uma vez, a quantidade de policiais era notável. Parados nas esquinas, andando calmamente no meio da multidão, dando informações com a maior paciência do mundo.

Não conseguimos chegar à The Mall, a avenida que leva ao palácio. Atravessando o parque St James, achamos um telão. A família real já estava lá na sacada dando tchau, os aviões da RAF já estavam passando, ficamos por ali mesmo.

Perto do telão, onde um bom número de pessoas se reunia, havia uma ambulância e banheiros químicos. Foi tudo muito rápido, coisa de dez minutos. As pessoas, mesmo ali longe, levantaram bandeiras, aplaudiram e saudaram a rainha com três vivas, parecendo realmente felizes e orgulhosas. Cada aparição da velhinha no telão causava um frenesi coletivo. Assim que a família real voltou para o interior do palácio, começou a dispersão.

Andamos para longe, procurando uma estação de metrô afastada, e por todo o caminho, muito longe dali, ainda havia policiais. Novamente, na porta do metrô mais próximo, vários policiais organizavam uma fila e controlavam a entrada.

Os jornais ingleses não arriscam dizer o número de pessoas que foram até o palácio nesse dia (não consegui encontrar nenhuma estimativa), mas as fotos aéreas de Buckingham dão uma boa ideia de quanta gente estava por ali. No dia seguinte, o governo comemorou o sucesso do fim de semana garantindo estar pronto para as Olimpíadas. Se depender do que vimos, eles certamente estão.

Café Le Cordon Bleu

A escola de culinária Le Cordon Bleu abriu em Londres, no começo desse ano, o seu primeiro café. O pequeno espaço atrás da escola é o primeiro da Europa a oferecer os pães e doces preparados pelos professores dos badalados cursos de patisserie e boulangerie.

Café Le Cordon Bleu, em Londres

Café Le Cordon Bleu, em Londres

A escola tem localização central, bem próxima à Oxford Street e ao British Museum, na Bloomsbury Square. Ao chegar à praça é fácil encontrar a escola, identificada por uma grande bandeira, mas a entrada para o café é mais escondida. Ele é voltado para um pátio interno junto com outra meia dúzia de lojas e restaurantes e, para chegar até ele, é preciso entrar por um corredor ao lado da escola.

Talvez por ser tão escondido, ou talvez por ser ainda bastante novo, o café estava vazio. Era o meio da tarde de uma quinta-feira e apenas dois funcionários enrolavam por ali, sem ter o que fazer.

Torta de chocolate do Café Le Cordon Bleu

Torta de chocolate do Café Le Cordon Bleu

Quatro tipos de pães descansavam na prateleira presa à parede e uma pequena vitrine exibia croissants, pain au chocolate, pain au raisin, macarrons, fatias de bolo, tortas de chocolate e damasco e mais algumas poucas guloseimas. Tudo em quantidades mínimas (um ou dois de cada), mas com aparência impecável.

Peguei uma torta de chocolate e um macchiato. O café estava forte, muito mais encorpado do que o café que se bebe por aqui. E a torta era delicada, de massa leve e recheio não doce demais.

Queria ter provado mais alguma coisa, mas o almoço tinha sido pesado. Vou ter que voltar outro dia para experimentar um croissant.

Café Le Cordon Bleu

Café Le Cordon Bleu

Os preços não diferem muito de qualquer outro café da cidade. Cafés entre 2 e 3 libras, doces também nessa faixa de preço. Os pães e doces, como tudo aqui, são mais baratos se levados para casa.

Café Le Cordon Bleu
15 Bloomsbury Square
Metrô: Holborn