Dicas para quem vai estudar inglês em Londres

Fazer um bom curso de inglês em Londres não é tão fácil quanto pode parecer. É necessário muito cuidado na hora de escolher as escolas, pois nem as que são chanceladas pelo governo britânico são garantia de qualidade. O centro abriga a maioria delas, mas, se pesquisar com calma, pode encontrar outras opções em bairros mais afastados.

Além de procurar as escolas que tenham alguma referência, é preciso estar disposto a tentar as aulas gratuitas que todas oferecem (geralmente é apenas uma “trial-lesson”). Por que todos estes avisos e ressalvas? Porque tivemos algumas experiências desagradáveis, como professor que sabe menos do que o aluno, professor racista que é odiado por estudantes e, claro, o problema mais comum: os testes de nível são mais toscos do que nas escolas de idiomas em São Paulo, por exemplo. Variam de uma “provinha” com múltiplas alternativas a simples conversas para testar seu nível. O fato é: você pode ser colocado numa classe avançada ao lado de um japonês que não consegue construir uma simples frase com o verbo “to be”. Porque, no fundo, o que importa é o dinheiro (sim, é óbvio).

E haja paciência. Porque quem já fez qualquer curso deste tipo sabe que há uma avalanche de momentos constrangedores nas conversas propostas para treinar o idioma. E, quanto mais velho você está, mais constrangido fica. Mas, se decidiu entrar nessa, engula o constrangimento e siga em frente. Ser obrigado a conversar diariamente com estranhos ainda é a melhor forma de treinar e aprimorar seu inglês.

Portanto, se pretende estudar inglês em Londres, teste grátis umas quatro escolas, veja qual o livro usado (muitas vezes a escolha é do professor) e o nível da turma. A maioria dos estudantes são jovens recém-formados da União Europeia que vão a Londres na base do “papai me sustenta” e estão mais a fim de diversão do que de aprender inglês.

Apesar de todos estes “contras”, há dois prós básicos e óbvios: professores britânicos falam como os britânicos (claro) e não em ritmo de “Mobral” como professores de inglês no Brasil (mesmo estrangeiros). Além disso, você é obrigado a se fazer entender o tempo todo por gente que não fala uma palavra em português e isso te força a melhorar o vocabulário. Aliás, evite ficar rodeado de brasileiros. No centro de Londres, pelo menos, a maioria absoluta é de italianos (parece que a crise fez todo mundo querer aprender inglês), seguidos por espanhóis. Recomendo fazer uma imersão desta o quanto antes. Além de ser mais fácil aprender quando o seu cérebro ainda é jovem, a paciência para este tipo de curso é inversamente proporcional à idade.

Professores

Eu fui a Londres com a ideia errada de que melhoraria meu inglês com professores de formação indiscutível, extremamente preparados. Bobagem. Há todos os tipos de professores, inclusive gente bem ignorante (sobre a vida e o mundo). A maioria é gente que fez outra faculdade, não se deu bem ou não quis seguir a carreira escolhida, e acabou indo dar aula de inglês. Até aí, tudo bem. O problema é que, em geral, eles são desinteressados, apenas cumprem os protocolos. Eu sou do tipo que ainda acha que ensinar é um dom. Portanto, escolha bem, mas não se iluda: estar na cidade e ser obrigado a falar inglês o tempo todo é tão importante quanto as aulas. Vá além da escola, busque aprender por conta própria e estude em casa. E cuidado com a quantidade de imigrantes que estupram a língua: tem gente que passa a vida inteira em Londres e não fala inglês, grunhe erros. Seguindo este raciocínio, trabalhar pode ajudar ou atrapalhar. Depende de quem estará ao seu lado no dia-a-dia da labuta. E, se você não sabe, 50% da população londrina não nasceu lá. É o velho clichê da “torre de babel”.

Callan Method

Algumas escolas ensinam o “Callan Method”, um método baseado em audição e repetição, seguindo o conceito com que bebês aprendem a falar. A teoria é boa, mas ninguém tem um ou dois anos na sala de aula. Portanto, na prática, ajuda a melhorar o ouvido e a pronúncia, principalmente. Mas não há conversação e a pouca gramática, escassa, é bem desatualizada.

O livro é arcaico porque foi escrito por um veterano da Segunda Guerra Mundial (o tal Callan) que desenvolveu este método para se comunicar com soldados de outros países. Por conta disso há muitas expressões antigas no livro, além de uma morbidez desnecessária. Você vai aprender vocabulário inútil, pode ter certeza. Se você já tem bom ouvido, nem vale a pena. Se não, faça um pouco, mas não faça só este método: tente também o tradicional. Há escolas, como a ABC School of English, que combinam os dois métodos. (O mais comum, neste caso, é fazer três horas matutinas de curso tradicional e duas horas vespertinas de Callan).

Horários

Geralmente as escolas têm aulas em três períodos: matutino (começam entre 8h e 9h e vão até 12h), vespertino (12h30 a 15h30) e vespertino/noturno (15h30 a 18h30). O matutino é o mais caro, até porque quem quer trabalhar geralmente procura estudar de manhã. O mais barato é o que começa às 15h30. A básica lei de mercado oferta x procura.

Visto de estudante

Se não tem passaporte europeu, recomendo que tire um visto de estudante antes de ir. Isso deve ser feito com mais de três meses de antecedência. Além de evitar o interrogatório na imigração, você pode conseguir a permissão para trabalhar meio-período, fundamental para sobreviver Londres, que tem altíssimo custo de vida. Exige-se um nível mínimo de inglês para o tal visto, mas fique tranquilo: vi cada analfabeto com este visto que, se eles conseguiram, você, meu caro leitor, também vai conseguir.

Clique aqui para mais informações sobre o visto de estudante

Veja a lista de escolas

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Estádio de Wembley

O novo estádio de Wembley, que vai abrigar nove partidas das Olimpíadas de Londres 2012, foi reinaugurado em 2007 e é uma prova de que estrutura e organização não são inimigas do bom futebol, ao contrário do que pensa a maioria dos cartolas brasileiros. Palco de todas as grandes decisões do futebol inglês e de partidas da seleção inglesa, também serviu como arena para finais importantes, como a Liga dos Campeões de 2010/2011, vencida pelo Barcelona. A entrada para conhecê-lo custa 16 libras. Mas estudantes (como eu) pagam nove libras, o melhor desconto proporcionado pela carteirinha em Londres em mais de três meses (em museus e cinemas o desconto é cerca de 15%, geralmente duas ou três libras apenas).

Para chegar até o segundo maior estádio europeu em capacidade (90 mil lugares, perde apenas para o Camp Nou, do Barcelona, que abriga 98 mil pessoas) é fácil. Basta pegar o metrô na Jubilee Line e descer na estação Wembley Park, já na zona 4 de Londres (a viagem encarece alguns centavos quando você sai da zona 2). Logo na saída você vê aquela enorme estrutura, com seu arco de sustentação indefectível. Existe um estádio em Praga, na República Checa, maior que os dois, mas não é mais usado para eventos esportivos.

Todas as cadeiras de Wembley são levemente "acolchoadas"

Todas as cadeiras de Wembley são levemente “acolchoadas”

As visitas são guiadas e duram 75 minutos. O guia, muito bem treinado, é educado, gentil e faz de tudo para que os visitantes se sintam à vontade. Oferece-se para tirar fotos, inclusive. Assim não falta nenhum ingrediente para o passeio ser bem “turístico”.  Após saber de onde são os visitantes, ele começa a tour pela arquibancada central, explicando detalhes sobre a infraestrutura do estádio. Além dos nove restaurantes preparados para receber o público, vale a pena citar outro detalhe importante: eles orgulham-se de ter um banheiro para cada 34 espectadores, o que dá 2.618 banheiros (recorde mundial em estádios de futebol). Para que tudo isso? Para ninguém perder o começo do segundo tempo por causa de longas filas.

Visão da lateral do gramado de Wembley

Visão da lateral do gramado de Wembley

O estádio parece bem confortável, com cadeiras levemente acolchoadas e visão privilegiada na maioria dos pontos. Atrás de um dos gols parte da arquibancada é retrátil, para que palcos sejam montados. Wembley abriga (desde sua primeira fase, que acabou em 2001) grandes shows. Passaram por lá Michael Jackson, Madonna, U2 e Foo Fighters (que lançou o registro do show de 2008 em DVD, inclusive), entre outros. Além disso há telões com tamanhos invejáveis, que podem ser vistos de qualquer ponto do estádio, com imagens de televisão ao vivo.

Telão de Wembley exibe TV ao vivo

Telão de Wembley exibe TV ao vivo

Arquibancadas, sala de imprensa, vestiários, sala de aquecimento, tribuna de honra e, finalmente, o gramado. O visitante entra pela mesma porta dos jogadores, saindo do vestiário, chega bem perto, mas, obviamente, não pode avançar as quatro linhas. No final da visita, o momento mais “turistoide”: o visitante é convidado a abraçar/beijar uma réplica da FA Cup (Copa da Inglaterra) enquanto uma fotógrafa registra o mico. Se gostar do resultado, você compra a foto no final da visita. Mas ninguém é constrangido. Basta recusar posar para a moça e seguir em frente para ver a galeria com todos os campeões da Liga Europa, parte final da visita. E, claro, uma grande loja espera quem quer gastar com souvenirs e uniformes oficiais da Inglaterra. Tem de tudo, mas os preços não são convidativos.

Estádio de Wembley
Metrô: Wembley Park (Jubilee Line)
Entrada: 16 libras (9 libras/estudante)
Mais informações: http://wembleystadium.com/

Churchill Museum e Cabinet War Rooms

Winston Churchill ganhou um museu em Londres em 2005, em Westminster, bem perto de onde foi seu gabinete como primeiro-ministro, e que funciona no anexo dos Cabinet War Rooms, um pequeno complexo de salas que poderia ser resumido como o bunker onde a intelligentsia britânica coordenava suas ações na Segunda Guerra Mundial. Visita obrigatória para quem gosta de história e política, o local foi fechado após o final do conflito, em 1945, e reaberto pelo governo britânico apenas no final dos anos 70. Para ver tudo isso custa um pouco caro: 16 libras (13,20 para estudantes), mas vale a pena. Acredite.

Pra começar, o guia de áudio, cobrado em muitos lugares, já faz parte do pacote, o que dá a sensação que o preço nem é tão salgado. Mas não tem opção em língua portuguesa, então é bom que você consiga se virar pelo menos em espanhol.  Eles juram manter o bunker como era, mas claramente alguns objetos, como roupas de cama, não têm quase 70 anos. De qualquer forma nota-se que os móveis são da época e a história contida dentro do lugar vale a visita.

Um dos pontos altos são os vídeos com relatos de diversos ex-funcionários do governo britânico contando como era o dia-a-dia no local. Para quem se acha workaholic porque não larga o Blackberry ou o iPhone no século XXI é uma boa forma de rever conceitos. Trabalhar 16, 18 horas por dia era normal, revezando turnos, comendo muito mal, dormindo em lugares apertados e, claro, sem respirar direito ou ver a luz do dia. Uma ex-funcionária relata que precisou pedir dispensa depois de alguns anos, pois estava ficando doente. Ela acredita que era a única não-fumante de todo o lugar.

Uma grande guerra exige muito de todos os envolvidos e ter Winston Churchill como chefe também não ajudava quando o assunto era descanso. Dizia que todos (incluía-se) deveriam trabalhar até caírem, exaustos. Algumas vezes ele mesmo não ia embora: tinha quarto e sala exclusivos no bunker, mas passava seu dia-a-dia em um escritório que funcionava ali do lado e só ia para o “esconderijo” quando havia iminente ameaça nazista.

Alguns cômodos têm tempero especial: a sala secreta em que Churchill telefonava para Franklin Roosevelt é uma delas. Nem os funcionários da época sabiam que havia um telefone lá dentro. Acreditavam ser um banheiro. Hoje um boneco de cera está no lugar do chanceler e é possível escutar o teor de um telefonema para o ex-presidente americano durante a guerra.

A cabine telefônica secreta de Churchill

A cabine telefônica secreta de Churchill

Só as Cabinet War Rooms já valeriam a visita e o preço, mas o museu sobre o controverso político merece ser visto com calma. E isso pode levar horas, mesmo sendo um pequeno anexo. A quantidade de informações é absurda, principalmente na linha do tempo que funciona por meio de touch screen no centro do salão e conta os mais variados fatos profissionais e pessoais do ex-chanceler. Outro ponto que merece uma parada: uma tela (também sensível ao toque) relata suas frases célebres, a maioria delas alfinetadas em seus pares. Não à toa, colecionou inimigos por onde passou. Uma deputada certa vez disse no Parlamento inglês que, se fosse mulher de Churchill (então deputado), colocaria veneno no seu café da manhã. Obviamente a resposta foi imediata: “se eu fosse seu marido, eu tomaria o veneno.”

Textos, objetos pessoais e depoimentos de ex-funcionários explicam de maneira bem didática quem foi Churchill e porque escreveu seu lugar na história. Claro que o tom é elogioso, mas não chega a incomodar. Talvez porque seja impossível tentar pintar Churchill como santo mesmo décadas após sua morte. De qualquer forma, há uma entrevista em vídeo em que uma ex-secretária diz que, apesar da fama de beberrão, ele nem bebia tanto assim. Mas quem se importa com isso agora?

Churchill War Rooms
Clive Steps
King Charles Street
Metrô: Westminster
Preço: 16 libras (13,20 estudantes)

Mais informações:  http://www.iwm.org.uk/visits/churchill-war-rooms

Alugar apartamento em Londres

Não é difícil alugar apartamento em Londres, mas você precisa ficar atento exatamente ao que quer, precisa e pode pagar, obviamente.  Em Londres, como na maioria dos lugares do mundo, quanto mais perto do centro, mais caro. Portanto, morar nas zonas 1 e 2 é mais caro do que morar em 3, 4 e 5. Mas esteja atento porque a viagem “inter-zonas” de metrô sai mais cara. O que você economizar no aluguel pode acabar pagando em transporte público. Mas é possível morar em um lugar bem pequeno, tipo um estúdio (é tudo no mesmo cômodo, não tem quarto), em um bairro legal, na zona 2, pagando 800 libras por mês, por exemplo.

O site mais utilizado na busca por apartamentos é o Gumtree.com, mas não é a oitava maravilha do mundo como muitos dizem: precisa ficar atento porque há muitos anúncios picaretas (como no Brasil), com lindas fotos sobre apartamentos que não estão disponíveis, usados apenas para fisgar os clientes. Além disso, segundo muitas pessoas dizem (não aconteceu conosco), têm os anúncios de bandidos profissionais, que marcam encontro com pessoas e tomam dinheiro delas antes de mostrar qualquer coisa. De qualquer forma, serve para ter uma base de preço pelos bairros, pelo menos. Ou tentar as primeiras visitas até conhecer uma imobiliária que trabalhe na região em que você quer morar.

Nosso prédio em West Hampstead

Nosso prédio em West Hampstead

Além dos sites, outra forma interessante é andar por ruas e regiões que você gosta e pegar telefones em placas na frente dos prédios.  No nosso caso, depois de algumas visitas a lugares variados, gostamos de West Hampstead, (Noroeste), zona 2 do metrô e resolvemos insistir com uma imobiliária da região até achar algo que realmente nos satisfizesse. Aí valem dois toques: primeiro, tente pesquisar pela internet antes para ter ideia da faixa de preço sobre o lugar que você quer. Segundo: um fator que pode causar estranheza sobre os aluguéis em Londres é que, além das imobiliárias, há os representantes legais dos proprietários. A imobiliária, basicamente, só serve para te mostrar o apartamento e te colocar em contato com estes representantes. É com eles que você trata de pagamento e contrato (até assinam pelo proprietário). Em muitos casos você pode ver anúncio “direto com o proprietário”. Não estranhe. A ideia é óbvia: sai mais barato pois não tem a comissão do intermediário (imobiliária). E fazer uma proposta para a imobiliária não garante nada: os representantes do proprietário já podem ter alugado para outra pessoa e os corretores nada podem fazer. Aconteceu conosco.

Deixar seu telefone em imobiliárias pode ser uma boa forma também. Só esteja pronto para receber uma enxurrada de telefonemas de pessoas perguntando o que você deseja ( tamanho, preço, local) mesmo que você já tenha informado tudo isso quando fez o cadastro lá.

Preços de aluguel

Os preços geralmente são fornecidos por semana, mas não ache que apenas multiplicar por quatro vai dizer exatamente o valor do seu aluguel mensal. Porque alguns meses têm 30 dias, outros, 31. E tem fevereiro, com 28 ou 29 dias. Então é calculada uma média. Por exemplo: se você vê um aluguel de 200 libras por semana, seu aluguel mensal não será 800 libras, mas um pouco mais do que isso, tipo 860 libras. Sempre multiplique por quatro e some mais um pouco pra não ser surpreendido na hora de assinar o contrato.  Além disso, esteja preparado para deixar um depósito cujo valor pode variar. No nosso caso, tivemos que pagar uma soma maior do que um mês de aluguel que só será devolvida quando ao final do contrato. É uma espécie de garantia que eles têm caso você danifique/quebre algo do apartamento.

Nossa rua em West Hampstead

Nossa rua em West Hampstead

Duração dos aluguéis

Em Londres os aluguéis geralmente têm duração mínima de seis meses, o que pode ser bom se você quer/pode ficar pouco tempo, como nós. Existem também os aluguéis com 12 meses de duração e opção de rescisão depois do sexto mês. Se procurar bem você ainda acha locais mais simples em que não se fazem contratos e o pagamento é mês a mês. Mas vale avisar que esta última opção é bastante rara de encontrar. Há também os aluguéis para períodos inferiores a seis meses, os chamados “short lets”. Geralmente são bem mais caros e valem mais para o caso de você ir a Londres em férias.

Pagamento de aluguéis e contas

Se você chega sem emprego, é bem provável que tenha que pagar o contrato todo ou muitos meses adiantados. No nosso caso fizemos um contrato de seis meses e pagamos tudo antes. Na busca fique atento para perguntar se o apartamento está mobiliado (é comum ter tudo principalmente nos pequenos estúdios – “fully furnished” é a expressão) e quais contas vêm incluídas. Prefira os que tiverem todas as contas incluídas, porque não dá para ter noção exata de quanto vai gastar. O sistema é meio bizarro e algumas contas demoram meses a chegar e vem uma paulada de uma vez só. Eletricidade, por exemplo, não é cara. Mas separe dinheiro para a Council Tax, que, a grosso modo, é uma espécie de IPTU. Apenas estudantes em tempo integral não pagam Council Tax. Se o apartamento for pequeno, é praticamente o valor de mais um mês de aluguel no ano. Divida isso por 12 e você terá uma noção de quanto terá a dar por mês para a prefeitura. Você escolhe como quer pagar, qual o melhor dia do mês, etc. Muitos prédios têm máquinas de lavar e secar roupas de uso coletivo. Vimos apartamentos com máquinas novas e de uso gratuito, enquanto outros tinham máquinas extremamente velhas e com preços extorsivos. Mas na maioria deles é preciso pagar pelo uso.  Para evitar surpresas, pergunte sempre.

Manutenção incluída no pacote

Uma vantagem: os tais representantes legais tomam conta dos prédios em todos os sentidos, inclusive, da manutenção. Porque os proprietários não são donos apenas do pequeno cafofo que você habita. Geralmente são donos do prédio inteiro. Então o escritório que os representa resolve tudo: problemas com o chuveiro, água quente, aquecedor, etc. Você liga e eles mandam um funcionário consertar. No nosso caso não tivemos problemas sérios, mas demorou um pouco pra mandarem alguém ver o aquecedor que não funcionava (no inverno londrino está longe de ser um artigo de luxo) e depois disso o tal “radiator” passou a funcionar, mas mal e de maneira intermitente. Como o inverno acabou pouco depois, desistimos de insistir no conserto.